Espetáculos

BATUQUE CONTEMPORÂNEO

BATUQUE

 

Nascido de uma parceria entre o músico Guga Machado e a diretora Sueli Guerra, o espetáculo Batuque Contemporâneo traz como diferencial a exploração de uma forma ousada de criação no meio da dança contemporânea, onde dança e música são unidas em um processo de experimentação constante e de criação coletiva multiartística.
O foco do Batuque Contemporâneo é sair do senso comum de coreografar a partir de uma música ou musicar a partir de uma coreografia. Também possui como relevância a união de artistas do Rio de Janeiro e de São Paulo, promovendo um intercâmbio cultural entre  as regiões.
Aliando o estilo único de Guga Machado às pesquisas em dança contemporânea e teatro da Cia da Ideia, o projeto conta com bailarinos que transformam a pluralidade sonora em expressivos movimentos corporais. Juntos e ao vivo no palco, o músico e bailarinos interagem, se relacionam e criam juntos, resultando em uma apresentação harmônica e agradável aos ouvidos e ao corpo como um todo.

SERÁ!?

Duas pessoas que se conheceram pela internet desejam se encontrar. Elas andam pelos transeuntes dos espaços públicos da cidade escutando músicas de rádios populares em aparelhos portáteis de som. Aos poucos, esses dois personagens começam a dançar, expressando o que sentem, e a perguntar para as pessoas que os observam se conhecem a pessoa que eles procuram; ao escutarem as respostas, continuam a movimentação coreográfica em busca de um encontro. Será que se conhecerão? Será que o publico os identificará? Paulatinamente, com a ajuda do publico presente, os bailarinos se encontram e passam a dançar juntos até que, por fim, se dissipam entre as pessoas e partem para a próxima praça/estação/vagão e para o próximo jogo.

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PEQUENAS PEÇAS

Minha alma mora em um lugar onde o tempo é lento. Meu corpo mora em um lugar onde o tempo é vento. Os contos de Clarice contam segredos que não se vê. O coração bate calmo. O coração bate rápido. Calmo, rápido, calmo, rápido, calmo, rápido. E cada segundo é sempre um grande acontecimento, ou em cada segundo já se passaram milhares de movimentos.

Inspirado na obra de Clarice Lispector, o espetáculo Pequenas Peças mergulha no universo feminino, revelando delicadamente os desejos, anseios e medos, mas também os prazeres, a fecundidade e a força de ser mulher.

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CANELA VERDE – O menino que pula

Experiências, cheiros, cores, sons e principalmente lembranças são os temas usados nesta obra. Com musicas  e  movimentos característicos do interior do Brasil,  CANELA VERDE, um solo criado por Edney D’Conti sob a supervisão de Sueli Guerra, tem movimentos vigorosos e delicados, rápidos (“ligeiros”) e lentos, chegando até à falta do movimento. Aliados à sonoridades típicas da infância no interior, o bailarino narra sua trajetória, representando um apanhado de referências sobre suas obras, de um caminhar que muitas vezes se confunde à outras formas de expressão, indo muito além de saltos ou giros perdidos no espaço. Este trabalho, mais do que uma coreografia, é um delicado momento entre o artista e o público.

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JANGADA DE PEDRA

Joana traça no solo uma linha que não se apaga; Sassa lança às águas uma pedra enorme, desafiando a gravidade; José é acompanhado a todo o lado por um bando de  estorninhos; num canto perdido de Espanha, Pedro é o único que sente a terra a  tremer; da mão de Maria escapa-se um novelo que nunca mais termina… Enquanto  esses acontecimentos aparentemente banais se desenrolam, uma fenda aparece ao  longo da fronteira entre Espanha e França, fazendo com que a Península Ibérica parta  à deriva, como uma jangada de pedra… Qual a ligação entre esses personagens e o destino da Península? Até onde um gesto banal pode mudar o rumo de suas vidas?

Em Jangada de Pedra, espetáculo livremente inspirado no livro homônimo de José Saramago, há a fusão de elementos da literatura e do teatro no trabalho da dança. Assim, a Cia busca a discussão sobre as espacialidades do ser, o pertencimento a um território – seja ele geográfico ou subjetivo – e as fronteiras erguidas nas localidades, nas idéias e nos corpos.

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ESTAÇÃO

Em “Estação”, os não-personagens convivem num lugar comum. O trabalho propõe o questionamento do encontro e do desencontro consigo mesmo, com o outro ou com o desconhecido (que muitas vezes nos é familiar). Os intérpretes contribuem trazendo nas bagagens suas lembranças e memórias afetivas. A partir dessas lembranças, cada um marca uma nova trajetória e desenha um novo contexto de relações. ESTAÇÃO nos leva ao lugar de onde se vai partir. Partir para liberar-se. Partir e continuar preso àquilo que nos faz partir.


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